O SUCESSO DAS TRANÇAS NA TRANSIÇÃO CAPILAR

Conversei com a professora de matemática, Dandara de Souza, que aderiu as tranças depois da transição capilar. Ela usa o estilo por achar que a textura do cabelo afro permite várias possibilidades e também por gostar de mudar sempre. A professora viaja até Curitiba para fazer as tranças e opina que em Florianópolis falta organização nesse seguimento, desde a capacitação das trançadeiras até a forma de divulgar o trabalho.

Também fui ao salão de beleza Orisa, em Florianópolis, para conhecer a arte de trançar os cabelos. A proprietária e acadêmica de cosmetologia e estética, Jupira Dias, conta que existe uma grande demanda das clientes em transição que procuram pelas tranças e também por conta da globalização, muitas delas estão adotando o visual por influência das mulheres americanas.

Além de explicar como funciona todo o processo de colocação e manutenção, Jupira alerta sobre a falta de trançadeiras na cidade. Ela conta que muitas meninas talentosas estão dentro das comunidades, fazem tranças umas nas outras apenas por hobby, trazem o dom como herança familiar, porém, não se profissionalizam. Quanto à opção pelo uso das tranças, Jupira declara: “Eu vejo a trança como uma ligação com a ancestralidade, uma conexão da mulher negra no sentido mais antigo e rústico da história dela”.

Separei algumas etapas dos procedimentos citados por Jupira e Dandara, acompanhe:

As tranças afro estão em alta! Entre os mais variados tipos, existe uma que tem sido aposta de muitas mulheres em transição capilar, que são as box braids. O nome se dá porque cada trança é feita em uma pequena mecha quadrada, fazendo analogia a uma caixa.  A fibra sintética é trançada junto ao cabelo natural.

Trança e transição formam uma combinação perfeita para a mulher que sente dificuldades em ficar com duas texturas no cabelo. Além de ser uma alternativa bonita e irreverente, as box braids ou tranças, como a proprietária do salão prefere se referir, protegem os cabelos e conserva o crescimento dos fios.

O modelo do fio sintético usado para essa trança é o jumbo. É considerada uma fibra mais leve, facilitando na hora dos penteados.

Tempo, manutenção e higienização das tranças duram três meses. É recomendado lavar a raiz dos cabelos pelo menos uma vez na semana, diluir 20% de shampoo e 80% de água.  A secagem com secador, sem deixar a raiz úmida.

Acompanhe no Podcast feito com a profissional de tranças Jupira Dias e em seguida o vídeo com o relato da professora Dandara de Souza, mais detalhes da tendência.

Fotos: Miguel Machado

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