A Lei Federal 10639/03 trata da valorização da diversidade étnica na literatura infanto-juvenil afro-brasileira, ou seja, é obrigatório o ensino e a transmissão da cultura africana e afro brasileira nas escolas públicas e privadas do país. O conjunto: família, escola e sociedade deve contribuir para a diminuição do racismo. Em virtude do tema desse blog, voltamos essa problemática especificamente para as meninas negras. Vale lembrar que racismo não pode ser confundido com bulling.

Muitos de nós não param para pensar de onde se origina uma sociedade estereotipada e com padrões pré-estabelecidos. Ela surge na infância, segundo estudo feito pelo site zeroaseis, até os seis anos, a criança aprende a se relacionar, além de desenvolver importantes valores a partir de suas relações na família, na escola e na comunidade. Por isso a educação dada às crianças nos primeiros anos de vida é fundamental.

De modo geral, as crianças precisam compreender que as pessoas têm características físicas diferentes e que isso não é algo ruim. Solidariedade, igualdade e respeito ao próximo são alguns princípios que deveriam ser trazidos de casa desde a infância, mas a realidade é bem diferente.

A jornalista Tânia Machado de Andrade, mãe de uma menina negra de dois anos acredita, que as pessoas aprendem a ser preconceituosos e não nascem assim. Por conta disso, Tânia enfatiza que a escola precisa tratar das diferenças para que as crianças possam entender que elas são diferentes e que essa diferença é natural e deve ser respeitada. “A escola precisa ajudar os que tradicionalmente não são vítimas a não serem opressores e ajudar os que são tradicionalmente vítimas a entender onde vivem para combater e lutar.”

A professora de uma escola particular em Florianópolis, Dandara de Souza, conta que na instituição de ensino em que ela dá aula, cada professor precisa apresentar a cultura negra afrodescendente no Brasil de acordo com a disciplina que ministra. No caso dela, que é professora de matemática, são realizadas estatísticas, como por exemplo, quanto que a mulher negra recebe em relação à mulher branca, onde que a população negra mora na nossa região, quais são os trabalhos que os negros costumam exercer e assim por diante.

No projeto SOS Racismo, desenvolvido no Centro Universitário Estácio SC, está sendo feito um trabalho em duas escolas da rede pública. Segundo a professora dos cursos de psicologia e direito que está à frente desse projeto, Edelu Kawahala, o racismo é discutido há pouco tempo. Além disso, na opinião de Edelu, a maior parte dos professores não teve uma formação em que fosse pautada a questão racial, sendo assim, para eles, é muito incômodo trabalhar com esse tema. “Eles se sentem revoltados, acuados por não estarem preparados, mas também por outro lado não se preparam, tanto a rede municipal de São José, como Florianópolis, já fez várias capacitações,” declara a professora.

Acompanhe o vídeo com essas e outras entrevistas sobre esse assunto na íntegra:

Foto capa: Arquivo pessoal

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https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/02/12/crianca-negra-sofre-racismo-todo-dia-na-escola-diz-mc-soffia.htm

http://www.revistaforum.com.br/2013/10/11/racismo-na-infancia-as-marcas-da-exclusao-2/

 

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