Na Teoria da Comunicação existe um conjunto de estudos realizados a respeito da comunicação social e dentro desses estudos existem inúmeras escolas que vão conceituar a comunicação de massa, a Escola Americana é uma delas, pois nos ajuda a entender melhor a participação da mídia na vida das pessoas.

Resumidamente, somos considerados sociedade de massa, portanto, estamos expostos aos estímulos vindos dos meios de comunicação. Representamos uma audiência indefesa aos conteúdos que são dados como certos, quando na realidade não são estudados. Uma das características dos influenciadores de massa, ou seja, os meios de comunicação, é fazer o uso da persuasão, identificar as respostas que o público dá para determinados assuntos.

O fato de assistirmos assuntos como liberdade de expressão, democratização da informação, discursos de autoafirmação e tantos outros temas considerados tabus, exprimem que a transformação de muitas mulheres negras, que por muitos anos ficaram caladas, oprimidas e sem voz, atingiu também a mídia nessa pós-modernidade. Pode-se dizer então, que a mídia, assim como toda a sociedade, também mudou.

Quando se fala em mídia, envolve todos os meios de comunicação possíveis que alimentam a grande massa. As novas tecnologias ajudaram muito nesse processo, hoje em dia qualquer pessoa pode comunicar por meio das redes sociais, por exemplo. Essa mudança traz dois lados. O negativo quando pessoas passaram a atacar as outras pelo fato de estarem “protegidas” pela internet, e também o lado positivo quando as pessoas atacadas podem se defender, declarar suas angústias, fazer reclamações.

Exemplo disso foi o caso da atriz Taís Araújo, alvo de ataques na página pessoal do Facebook, de acordo com uma reportagem publicada no site G1. Entre as postagens estavam comentários como: “Me empresta seu cabelo aí para eu lavar louça.” Vale lembrar que essa situação não é novidade, muitas negras sofreram e ainda sofrem intolerância, por conta disso o papel da mídia contribui nesse processo.

Ficou mais difícil ignorar os anseios das mulheres negras, através da representatividade de pessoas públicas como, por exemplo, artistas. A partir do momento que existe uma legião de mulheres negras unidas e amparadas por grande parte da sociedade, pelo fato de ser um país mestiço, e apesar do racismo, muita gente tem empatia.  Temos o resultado dessa movimentação transmitido midiaticamente, algo que se torna positivo e diante de tanta exclusão, caminha-se na direção certa.

O professor de história Paulino de Jesus Cardoso acrescenta que no ano de 2014 a população negra atingiu cerca de um trilhão e 200 bilhões de renda no Brasil, ou seja, os negros têm poder de compra.  “A mídia percebeu que se quiser vender coisas, se quiser o nosso dinheiro, ou para uma parcela significativa de nós, queremos nos ver representados”.

Essa e outras considerações você acompanha no vídeo a seguir.

 

Leia também:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/11/atriz-tais-araujo-e-alvo-de-comentarios-racistas-em-rede-social.html

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2015/07/maria-julia-coutinho-maju-e-vitima-de-racismo-no-facebook.html

http://www.sul21.com.br/jornal/racismo-e-falta-de-representacao-na-midia-afetam-saude-mental-das-mulheres-negras-avalia-pesquisadora/

http://claudia.abril.com.br/noticias/por-que-os-brancos-sao-7-vezes-mais-representados-nos-comerciais/

http://revistadonna.clicrbs.com.br/lifestyle/cultura-lifestyle/rapper-karol-conka-substituira-ivete-sangalo-no-comando-do-programa-superbonita-do-gnt/

http://f5.folha.uol.com.br/televisao/2017/02/primeira-negra-no-saia-justa-tais-aaujo-diz-esperar-que-diversidade-marque-nova-temporada.shtml

http://revistaglamour.globo.com/Celebridades/noticia/2016/12/tais-araujo-comemora-sua-transicao-capilar-nem-me-lembrava-como-ele-era.html

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